quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Padarias passam ilesas pela crise


O pão francês ainda é o produto mais vendido na maioria das padarias brasileiras, porém, nos últimos nove anos, o setor passou por várias mudanças e hoje é comum o consumidor fazer refeições no local e comprar uma série de itens, como vinhos e legumes, que antigamente só eram encontrados nos supermercados, mercearias ou em lojas especializadas. Padarias se tornaram centros de conveniência e gastronomia. A reinvenção trouxe resultados positivos e fez com que o segmento passasse ileso pela crise mundial. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria da Panificação e Confeitaria (Abip), neste ano as vendas devem crescer 13% em relação a 2008, com um faturamento em torno de R$ 50 bilhões. “Não tivemos crise e os bons resultados são conseqüência da estabilidade econômica do Brasil, do aumento do poder aquisitivo da população e de uma série de iniciativas criadas pelo Programa de Apoio à Panificação (Propan)”, afirma Alexandre Pereira, presidente da Abip. Pereira diz que o Propan ajudou os empreendedores a aprimorar o modelo de gestão. Das 64 mil panificadoras existentes no país, 5 mil foram capacitadas pelo programa, que tem como foco incentivar inovações, melhorar a qualidade dos produtos e serviços oferecidos pelo setor e qualificar empresários para que exerçam corretamente a gestão financeira e administrativa do negócio. Embora o número seja relativamente pequeno, o impacto foi extenso porque as padarias que não passaram pelo treinamento se viram obrigadas a mudar para não perder a clientela. O presidente da associação afirma que o fim do preço tabelado do pão e a construção de moinhos por grandes grupos também contribuíram para a consolidação do segmento.
Por Ana Cristina Dib