Escrito por Mariana Iwakura em 15.10.2010 Categorias: Recursos Humanos
A história mais marcante destes últimos dias, foi sem dúvida, o resgate dos 33 trabalhadores que estavam soterrados havia dois meses em uma mina de Copiapó, no Chile. Agora que estão todos salvos e razoavelmente bem de saúde, veremos quais serão as reportagens, os filmes e os livros sobre as trajetórias desses mineiros e de seu resgate triunfal.
Um dos “frutos” dessa história pode interessar diretamente aos empreendedores: as lições de liderança aprendidas com o chefe do turno dos 33 mineiros soterrados, um homem de 54 anos chamado Luis Urzúa. Robert I. Sutton, professor da Universidade Stanford, dos Estados Unidos, e colunista do site da Fast Company, destacou que Urzúa foi assertivo e usou o poder das pequenas vitórias, entendendo como ficar sintonizado com as necessidades emocionais do seu grupo. Confira as lições de liderança enumeradas pelo professor Sutton.
1. Previsão.
Em situações de crise, as coisas importantes (como se o resgate vai acontecer ou não ou se você vai ser mandado embora no próximo corte de pessoal) são quase impossíveis de antever. Mas ter previsibilidade para as coisas pequenas (o horário das refeições ou outros detalhes) pode ser um paliativo. Urzúa dividiu os poucos alimentos nos primeiros dias após o soterramento e simulou as 12 horas de luz do dia com os faróis dos veículos que estavam nas minas.
2. Compreensão.
2. Compreensão.
Entender por que as coisas ruins acontecem e as implicações disso para as tarefas de cada um é muito importante. Isso dá às pessoas um propósito. Urzúa e seu time sabiam os detalhes dos três planos de resgate e tinham instruções para cada uma das situações.
3. Controle.
3. Controle.
Quando há algum elemento da vida que as pessoas podem controlar, isso tem um impacto grande. Os mineiros faziam exercícios para manter a forma física e mantinham a organização do local. Um deles fez uma pequena capela e liderou orações.
4. Compaixão.
4. Compaixão.
Urzúa demonstrou preocupação por seu time o tempo todo e foi o último a deixar a mina. Até agora, as histórias mostram que ele se manteve calmo durante todo o tempo – e calma é a melhor emoção para um líder demonstrar e propagar durante uma crise