São Paulo, O mercado brasileiro está
atrativo e o Brasil deve se orgulhar dos bons fundamentos que
atingiu. A conclusão é de Vincent Camerlynck, Head Global de Clientes
Institucionais da BNP Paribas Investment Partners. Segundo ele, o
país apresenta um mercado interessante em vários setores - ações,
renda fixa, imóveis e câmbio. De acordo com o executivo, a
visibilidade é boa porque os sistemas de controles estão em ordem.
A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 serão eventos
importantes de aceleração do crescimento no país. O executivo usa a
África do Sul como exemplo, pois cresceu rapidamente e usou a Copa
como "a cereja do bolo". No Brasil, o mesmo deve ocorrer
principalmente com os investimentos em infraestrutura e por causa da
possibilidade de os estrangeiros conhecerem melhor o país.
O Brasil é considerado para o BNP um mercado primordial, mas também é
possível buscar oportunidades em investimentos no exterior. É o que
defende Camerlynck, no país para participar de um workshop sobre a
família Access, que conta com cinco carteiras que aplicarão em fundos
baseados no exterior.
Ele acredita que a diversificação na carteira é uma ação importante
para a redução dos riscos. Para ele, o benefício está justamente em
procurar investir em segmentos complementares ao mercado brasileiro.
Exemplos disso são setores como tecnologia da informação ou mesmo
indústria farmacêutica.
Camerlynck defende investimentos, principalmente entre outros
emergentes, que são considerados mais seguros que alguns mercados
chamados de maduros. Para ele, até está ficando difícil usar o termo
mercados emergentes, uma vez que há países completamente diferentes
no grupo.
Para um entendimento melhor, o executivo divide os chamados
emergentes em dois grupos. O primeiro é composto por países como
Brasil, Rússia, China, Índia, Coreia e Turquia, que apresentam forte
crescimento e já atingiram maturidade em termos econômicos. O segundo
são mais arriscados que devem atingir maior crescimento no futuro. É
o caso do Vietnã, com volatilidade mais alta da moeda, além de
questões políticas pendentes.