
O colaborador com problemas financeiros tem a produtividade reduzida e pode chegar a ações extremas, como pedir para ser demitido
Existem diversos fatores que influenciam no modo como os colaboradores se sentem, mas vou citar particularmente um fator: o endividamento. Quando o colaborador está com dificuldades financeiras, seu humor muda, seu semblante demonstra preocupação, sua alegria fica sufocada pela ansiedade em resolver seus problemas. Vêm as dores de estômago, insônia, estresse e irritabilidade. Quem já passou alguma crise financeira sabe bem o que isso significa. Os problemas relacionados à falta de dinheiro podem levar o colaborador a faltar no trabalho, ficar desatento durante o expediente, ter sua produtividade reduzida, gerar aumento de acidentes e até motivar pedidos de demissão. Não raro, é possível observar nas empresas algumas movimentações, tais como ver os colaboradores “vendendo” seu vale-refeição sob taxas extravagantes para gerar um dinheiro extra ao orçamento ou quando aguardam a cesta básica, ávidos por ter à sua mesa alguma novidade além do arroz e feijão de cada dia. Há casos mais graves, como quando o colaborador recebe seu contra-cheque zerado, em função dos descontos de empréstimos consignados e de outras dívidas contraídas para desconto em folha. Há também os casos extremos, como quando o colaborador, embora desempenhe sua função muito bem, pede para ser demitido, na expectativa de receber o fundo de garantia para saldar suas dívidas. Esse cenário pode parecer exagerado, mas a realidade é que essas ocorrências são mais comuns do que parecem. O comportamento de endividamento das pessoas tem sido motivo de preocupação há tempos. Embora dados de diferentes fontes sejam divergentes quanto aos índices aferidos, isto é, a evolução dos números de famílias ou pessoas endividadas seja diferente conforme a fonte, todos eles mostram que, nos últimos anos, as pessoas estão mais endividadas. E são as pessoas que tocam os projetos de sua empresa, colocam em execução sua estratégia e realizam a interação com o seu cliente, seja para vender seus produtos, seja para atender suas demandas de relacionamento. Envergonhadas e constrangidas, elas dificilmente terão a iniciativa de informar que estão sem condições de realizar uma determinada tarefa ou atividade, devido às suas dificuldades financeiras. É por isso que a demanda de gerir o público interno da empresa é um item de suma importância. Além de toda a preocupação com a valorização da relação do funcionário com a empresa, por meio da oferta de benefícios e de uma gestão competente e inspiradora, é necessário ir além. A empresa moderna deve se preocupar em implantar ações consistentes para minimizar o nível de endividamento dos funcionários, tais como realizar atividades de orientação sobre orçamento familiar, estabelecer políticas de prevenção contra o endividamento, orientar sobre o uso adequado do cartão de crédito, entre outras ações. Ao melhorar a condição econômica da família e do funcionário, haverá uma integração melhor daquela família com a empresa. O esforço conjunto da empresa e do funcionário para retomar a saúde financeira do profissional promove o fortalecimento dos laços, resultando em benefícios para ambos. Além disso, a saída de um bom funcionário representa despesas indenizatórias, perda da memória e do conhecimento tácito da organização, além da necessidade de investimento em treinamento do substituto. Pode custar mais caro do que a realização de ações voltadas para o planejamento orçamentário e educação financeira. Para programar as ações, vale realizar cursos, palestras, seminários e treinamentos, distribuição de folhetos, cartilhas, planilhas, exibição de filmes, dentre outras ações. A Associação Comercial de São Paulo, por meio do Movimento de Apoio ao Consumidor-MAC, distribui gratuitamente a cartilha com a orientação de como limpar o nome e realizar o orçamento doméstico. Realiza também o treinamento Gente que Economiza, para a formação de multiplicadores que, após participarem do treinamento na ACSP, levam o material e podem reproduzir os ensinamentos adquiridos aos seus colegas na empresa. Seja um parceiro de seu funcionário e perceba como a saúde financeira dos colaboradores pode significar lucro a médio e longo prazo.
Existem diversos fatores que influenciam no modo como os colaboradores se sentem, mas vou citar particularmente um fator: o endividamento. Quando o colaborador está com dificuldades financeiras, seu humor muda, seu semblante demonstra preocupação, sua alegria fica sufocada pela ansiedade em resolver seus problemas. Vêm as dores de estômago, insônia, estresse e irritabilidade. Quem já passou alguma crise financeira sabe bem o que isso significa. Os problemas relacionados à falta de dinheiro podem levar o colaborador a faltar no trabalho, ficar desatento durante o expediente, ter sua produtividade reduzida, gerar aumento de acidentes e até motivar pedidos de demissão. Não raro, é possível observar nas empresas algumas movimentações, tais como ver os colaboradores “vendendo” seu vale-refeição sob taxas extravagantes para gerar um dinheiro extra ao orçamento ou quando aguardam a cesta básica, ávidos por ter à sua mesa alguma novidade além do arroz e feijão de cada dia. Há casos mais graves, como quando o colaborador recebe seu contra-cheque zerado, em função dos descontos de empréstimos consignados e de outras dívidas contraídas para desconto em folha. Há também os casos extremos, como quando o colaborador, embora desempenhe sua função muito bem, pede para ser demitido, na expectativa de receber o fundo de garantia para saldar suas dívidas. Esse cenário pode parecer exagerado, mas a realidade é que essas ocorrências são mais comuns do que parecem. O comportamento de endividamento das pessoas tem sido motivo de preocupação há tempos. Embora dados de diferentes fontes sejam divergentes quanto aos índices aferidos, isto é, a evolução dos números de famílias ou pessoas endividadas seja diferente conforme a fonte, todos eles mostram que, nos últimos anos, as pessoas estão mais endividadas. E são as pessoas que tocam os projetos de sua empresa, colocam em execução sua estratégia e realizam a interação com o seu cliente, seja para vender seus produtos, seja para atender suas demandas de relacionamento. Envergonhadas e constrangidas, elas dificilmente terão a iniciativa de informar que estão sem condições de realizar uma determinada tarefa ou atividade, devido às suas dificuldades financeiras. É por isso que a demanda de gerir o público interno da empresa é um item de suma importância. Além de toda a preocupação com a valorização da relação do funcionário com a empresa, por meio da oferta de benefícios e de uma gestão competente e inspiradora, é necessário ir além. A empresa moderna deve se preocupar em implantar ações consistentes para minimizar o nível de endividamento dos funcionários, tais como realizar atividades de orientação sobre orçamento familiar, estabelecer políticas de prevenção contra o endividamento, orientar sobre o uso adequado do cartão de crédito, entre outras ações. Ao melhorar a condição econômica da família e do funcionário, haverá uma integração melhor daquela família com a empresa. O esforço conjunto da empresa e do funcionário para retomar a saúde financeira do profissional promove o fortalecimento dos laços, resultando em benefícios para ambos. Além disso, a saída de um bom funcionário representa despesas indenizatórias, perda da memória e do conhecimento tácito da organização, além da necessidade de investimento em treinamento do substituto. Pode custar mais caro do que a realização de ações voltadas para o planejamento orçamentário e educação financeira. Para programar as ações, vale realizar cursos, palestras, seminários e treinamentos, distribuição de folhetos, cartilhas, planilhas, exibição de filmes, dentre outras ações. A Associação Comercial de São Paulo, por meio do Movimento de Apoio ao Consumidor-MAC, distribui gratuitamente a cartilha com a orientação de como limpar o nome e realizar o orçamento doméstico. Realiza também o treinamento Gente que Economiza, para a formação de multiplicadores que, após participarem do treinamento na ACSP, levam o material e podem reproduzir os ensinamentos adquiridos aos seus colegas na empresa. Seja um parceiro de seu funcionário e perceba como a saúde financeira dos colaboradores pode significar lucro a médio e longo prazo.
Por Roseli Garcia*