terça-feira, 11 de maio de 2010

Figurinhas da Copa do Mundo viram negócio

Uma das propagandas que mais me chamou atenção na avalanche de anúncios temáticos sobre a Copa do Mundo é a da Mastercard. Para quem ainda não viu, o filme conta a história de um filho que encontra o Pelé em um restaurante, fala algo para o Rei que, na sequência, aceita ser fotografado com a camisa canarinho e uma bola. Com a ajuda da tecnologia, a foto se transforma na figurinha que faltava para o pai completar o álbum amarelado da Copa de 70. [Assista o vídeo no fim do post]Eu confesso que a maioria dos meus álbuns têm vários espaços em branco. Ninguém lá em casa tinha paciência de escrever à distribuidora em busca das raras figurinhas.
Hoje, ao contrário, a brincadeira é saber quem completa o álbum primeiro sem ter de contar com a benevolência do distribuidor. Figurinha não é mais objeto de cobiça apenas da criançada, mas também de muito marmanjo. Aqui na editora é fácil encontrar donos de bolos de figurinhas repetidas doidos para fazer trocas. Nada de cinco por R$ 0,75, o preço cobrado pelo pacotinho na banca. Mas, sim, três por R$ 1. Esse é o valor de mercado. O mesmo acontece em dezenas de endereços da cidade, que viraram ponto de encontro de colecionadores, entre eles, o vão do Masp. Como manda a lei da oferta e da procura que dita as regras do varejo, ganha quem tem o produto mais raro e cobiçado. Quem tiver a 00, uma das mais dificeis de ser encontrada, prepare-se para faturar.
Por Katia Simões