quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

E começou o Email Evolution Conference





O EEC – Email Evolution Conference, promovido pela Direct Marketing Association através de sua subsidiária Email Experience Council, começou hoje em Miami com um dia frio e chuvoso. Mas, se o tempo decepcionou, o público superou as expectativas da organização: em sua terceira edição, o EEC contou com aproximadamente 400 pessoas inscritas. Além dos EUA, estavam representados o Brasil, Canadá, Reino Unido, Bélgica, Alemanha e Holanda.
O evento contou com três palestras simultâneas. Escolhi o ClickZ – What’s Working Now in Email Marketing: Practical Tips for Taking Your Already Successful Program to New Heights. Apresentado pela dupla Tamara Gielen e Jeanne Jennings, este painel dissecou os conceitos e cuidados que devem estar presentes em qualquer ação de e-mail marketing. E isso desde a questão do layout do e-mail até a entregabilidade das mensagens e aspectos éticos e legais.
Também foram apresentados diversos números sobre o mercado de e-mail marketing nos EUA que proporcionou impressionantes U$ 43.62 de retorno para cada dólar investido em 2009. Outra métrica interessante diz respeito à interação do destinatário com a mensagem: as pessoas dispendem entre 15 e 20 segundos em cada e-mail que abrem. E, apenas 19% do total dos e-mails são lidos integralmente. Nesse caso, o tempo médio dispendido situa-se em 51 segundos. Sobre a relação entre e-mail marketing e vendas, uma pesquisa aponta que 73% dos consumidores afirmaram ter realizado uma compra online em decorrência de um e-mail que receberam.
Por fim, foi interessante observar que, embora o mercado americano seja relativamente flexível em relação à utilização de bases de e-mail sem opt-in, as palestrantes realizaram uma verdadeira catequese para mostrar ao público a importância de se construir uma base de e-mails pertinente, baseada num relacionamento sustentável com o público de sua empresa. Quem conhece o CAPEM – Código de Autorregulamentação para a Prática de E-mail Marketing – que entrou em vigor no ano passado no Brasil, ficou com um sentimento quase presunçoso de que em nosso país se faz e-mail marketing muito bem. O que é verdade. A principal diferença não reside nas práticas adotadas mas, principalmente, na adoção desta mídia digital pelo próprio mercado.
A julgar pelos números do mercado norteamericano, há bastante espaço para o crescimento do e-mail marketing no Brasil.
O dia terminou com um coquetel de confraternização para quebrar o gelo entre os participantes e preparar o espírito para mais dois dias de imersão total no tema. Muita informação relevante sobre e-mail marketing nos EUA pode ser encontrada nos seguintes sites:
http://www.clickz.com/
http://www.jeannejennings.com%20/
http://www.emailexperience.org/
http://www.marketingsherpa.com/