
O uso indiscriminado pode aumentar a resistência das bactérias e piorar o quadro infeccioso dos pacientes.
O hábito de tomar remédios por conta própria é uma prática comum e que traz inúmeros riscos à saúde. Muitas pessoas, ao primeiro sinal de uma possível doença procuram soluções rápidas para resolver o problema, muitas vezes de forma incorreta. “É muito importante lembrar que todo medicamento possui dosagem e formulação especifica que deve ser respeitada, por isso a dose e o intervalo de administração precisam ser conhecidos e obedecidos para evitar riscos ao paciente”, afirma Renata Fischer, professora do curso de Farmácia do Instituto Unificado Europeu do Brasil.
A especialista conta que é comum encontrar pessoas que ingerem dose dobrada de uma medicação esperando obter efeito mais rápido, o que não acontece e ainda pode piorar o quadro do paciente. Há também quem, ao sinal da melhora dos sintomas, interrompe o tratamento prescrito pelo médico, o que pode causar resistência àquele tipo de bactéria. A ingestão excessiva ou indevida e as reações adversas aos medicamentos lideram o ranking nacional de intoxicação há sete anos. O problema não se limita ao Brasil. A Organização Mundial de Saúde (OMS) empreende atualmente uma campanha para combater esse descontrole no acesso aos medicamentos, verificado em diversos países. Os analgésicos, antiinflamatórios e antibióticos fazem parte da classe de medicamentos mais prescritos no mundo.
O que muita gente não sabe é que o uso indiscriminado de antibióticos pode levar à resistência por parte de bactérias e vírus, ou seja, elas podem tornar-se resistentes aos medicamentos prescritos, fazendo com que a doença não seja tratada. “A automedicação é uma das principais causas do cenário atual de doenças resistentes. Ao primeiro sinal de sintomas de qualquer tipo de doença, o paciente deve procurar o médico, pois só ele pode dar a orientação correta quanto ao tipo e ao tempo de uso do medicamento”, afirma Renata.
Assessoria de Comunicação IUNE