
Com o calor é bastante comum o aparecimento de vermelhidão e ardor na pele da criança, devido à exposição ao sol. Os bebés, especialmente de pele e olhos claros são mais sensíveis, por isso é necessário cuidado redobrado. Os principais sintomas da exposição excessiva ao sol são áreas vermelhas e doloridas na pele, bolhas e escamação da pele um ou dois dias depois. Ao detectar que a pele da criança está a ficar vermelha leve-a para a sombra e em seguida refresque as áreas avermelhadas com água fria. Em seguida, aplique uma loção após sol ou passe um creme hidratante. É necessário procurar um médico se a criança tiver febre ou parecer indisposta e surgirem bolhas numa extensa área da pele.
As queimaduras podem ser evitadas seguindo alguns cuidados básicos:
• Nunca deixe a criança dormir ao sol.
• A criança pequena que não está acostumada ao sol não deve tomar sol sem roupa por mais de 15 minutos, durante a primeira vez.
• Aumente o tempo de exposição ao sol cinco minutos por dia.
• Aplique um protector solar de hora a hora.
• Vista-lhe uma t-shirt para andar e brincar perto da água a fim de proteger os ombros.
Efeitos benéficos
A luz do sol promove a síntese da vitamina D, necessária para fortalecer os ossos e evitar o raquitismo. Há também evidência de uma ligação entre exposição solar, produção aumentada de hormônios e melhora da disposição e do humor. Isto parece ter um papel importante na manutenção da saúde mental e dos ritmos circadianos.
A privação prolongada de luz do sol, tal como ocorre em países do extremo norte durante o inverno, pode levar a distúrbios de ordem afetiva sazonal, caracterizado pela conhecida depressão nos invernos.
Efeitos maléficos
As alterações que ocorrem na sua pele pela exposição ao sol são: bronzeado, queimadura, sardas, reações de fotossensibilidade, imunossupressão, entre outras.Essas alterações levam anos para se desenvolver e causam: rugas, manchas, perda de elasticidade e fotoenvelhecimento.Alterações graves como o câncer de pele podem ser letais e a maioria deles resulta de exposição excessiva à luz do sol. Os principais tipos são o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular, epidermóide ou escamoso, e o melanoma. O câncer de pele é completamente curável quando tratado em seus estágios mais precoces. Todo mundo necessita se proteger do sol.
Não importa a idade ou cor da pele.O cuidado deve ser redobrado para quem tem a pele muito branca, olhos claros, cabelo vermelho, sardas, pessoas cuja pele se queima muito, mesmo com pouca exposição ao sol, bebês e crianças pequenas, pessoas com vitiligo, albinismo, porfirias, xeroderma pigmentoso, lupus eritematoso, eczema, rosácea e herpes simples.
Quando a pele é exposta à radiação ultravioleta, uma resposta da pele para se proteger tem início. As células chamadas de melanócitos, presentes na epiderme, produzem o pigmento melanina. Essa melanina pode absorver radiação UV e proteger a pele.
Pessoas com pele mais escura têm a mesma quantidade de melanócitos que aqueles com pele clara, mas podem produzir mais melanina, o que lhes dá maior proteção. Limite seu tempo no sol, apesar da hora ou estação.
Evite pegar sol entre 10 da manhã e 4 da tarde, quando raios de sol são os mais fortes. Procure ficar na sombra.
Cubra-se com roupas apropriadas, chapéu e óculos escuros. Protetor solar, filtro solar, fotoprotetor ou fotobloqueadorUse um protetor solar com fator de proteção solar (FPS) 15 ou mais alto sempre que você estiver ao ar livre, até mesmo para esperar um ônibus na rua. Ele pode reduzir a incidência da maioria dos tipos comuns de câncer de pele e diminuir o envelhecimento precoce da pele.
Escolha um protetor solar com ingredientes que bloqueiam tanto os raios ultravioleta B quanto os ultravioleta A.
Quanto mais alto o número do FPS, maior a proteção contra o sol.Se possível, aplique-o 15 a 30 minutos antes de sair ao sol e reaplique o protetor solar se você suar, nadar, ou pelo menos de 2 em 2 horas.
Atenção particular deve ser dada à proteção das mãos, ombros, orelhas, pescoço, nariz, pés, lábios e a área em volta dos olhos.
Evite contato com os olhos e pálpebras. Os protetores solares não devem ser aplicados em bebês com menos de 6 meses.