terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Inadimplência das empresas é a mais alta em 8 anos, afirma Serasa

A inadimplência das empresas no ano passado foi a maior desde 2001. O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas, divulgado hoje, mostra que a intensa volatilidade dos mercados, causada pela crise econômica mundial, afetou a situação econômica das companhias brasileiras em 2009. Como consequência, o descumprimento das pessoas jurídicas aumentou 18,8% no período, quando confrontado com 2008. Diante do real forte, do declínio na taxa de crescimento econômico e do pequeno desenvolvimento das economias globais, as empresas de exportação foram as que mais sentiram os efeitos da crise econômica global. Segundo a Serasa Experian, a aversão ao risco, em meio a um panorama de incertezas, causou uma escassez de liquidez aos negócios, por causa do menor oferecimento de crédito e da falta de alternativa de financiamento no mercado. Neste ambiente, as pessoas jurídicas tiveram de fazer adaptações internas, como a diminuição da folha de pagamento e o adiamento dos investimentos. Para 2010, a expectativa dos analistas da Serasa é de que o crédito às companhias se amplie num movimento mais saliente do que o das pessoas físicas, com a falta de cumprimento das obrigações apresentado queda ao longo de todo o primeiro semestre deste ano. Em 2009, a lista de representatividade da inadimplência das empresas foi liderada pelos títulos protestados, com 41,5% de participação no índice, ante porcentual de 41,7% em 2008. Em seguida no ranking do ano passado, estão os cheques sem fundos, que representaram 38,6% da inadimplência das pessoas jurídicas, também indicando desaceleração ante a fatia do ano anterior, quando atingiu 39,1% das empresas. Já as dívidas com bancos apresentaram elevação, com 19,9% de representação em 2009, ante os 19,2% verificados em 2008.
Da Agência Estado

Empresas lucram com a folia


Cair na folia, sabendo que o melhor amigo de quatro patas está bem cuidado. O canil Colosso, com uma área de 2 mil m², ainda seduz o dono com outros diferenciais: sala climatizada, extenso gramado para correr, boxes individuais para os pouco sociáveis, adestramento e monitoramento constante por vídeo para checar o bem-estar deles. Oferecer um tratamento de primeira classe para estes hóspedes VIPs durante festas e feriados prolongados foi uma ideia pioneira no Recife de Marcos Aurélio Silva dos Santos, que define o canil como uma espécie de spa. Implantado há cinco anos, o serviço está disponível para os moradores da cidade e turistas, graças ao empenho do empresário na divulgação do canil junto às agências de viagens e hotéis. Com uma diária a partir de R$ 25, os donos ainda têm direito a uma análise do comportamento do animal. “Quando percebemos algo diferente, mostramos o vídeo e explicamos se o cachorro precisa continuar o adestramento quando voltar para casa”, explica Marcos Aurélio.
Confete e serpentina "Conhece aquela frase: 'Se beber, não dirija'?", pergunta o taxista Edmilson Pereira da Silva. "Pois é, desenhei a palavra beber toda ‘tronchuda’ e ainda coloquei confetes e serpentinas. O adesivo está fazendo o maior sucesso”, comemora. Com bom humor, irreverência e exercício de um antigo talento, ele está abrindo uma nova possibilidade de negócio. Ex-desenhista, Edmilson começou a decorar o próprio carro há três anos com símbolos do Carnaval e já começou a receber encomendas. A produção artesanal, que antes ocupava a garagem a casa, invadiu a área de serviço e a família está toda envolvida. “Minha mulher era contra, mas quando percebeu o lucro, quis virar minha sócia”, brinca Edmilson, que conta ainda com a ajuda da filha e dos sogros. Roupas temáticas para festas são o negócio da empresária Adriana de Coura Coentro, da fábrica Molequinho. A produção triplica no Carnaval, com a confecção de mil fantasias em média, voltadas para crianças. As piratas, joaninhas e bichinhos ganham, netsa época, a companhia de fantasias tradicionais como as passistas. Mas a campeã continua sendo a de princesa. “As meninas, quando provam, não querem mais tirar. Isso para mim é o melhor controle da qualidade porque mostra que elas entram na magia e se sentem confortáveis. Criança, quando não gosta, quer logo tirar a roupa”, diz Adriana. Também sempre atenta à concorrência, há um ano começou a criar produtos para bebês e acertou em cheio. “É a primeira fantasia e tem que ser especial. Os pais adoram”.

Da Agência Sebrae de Notícias

O bom condicionamento físico nos negócios


Um estudo recente da USA Triathlon, organização norte-americana de multiatletas profissionais e amadores, revelou que grande parte dos triatletas são profissionais do mundo dos negócios. A ideia é que, em ambos os lados, de empreendedor e de atleta, a pessoa precisa estabelecer metas, lidar com o estresse e conquistar desafios para se sobressair. A rotina empresarial não deixa de ser, em seu próprio modo, uma rotina seguida para ganhar algum evento ou tarefa importante.Com isso na cabeça, o empresário Aaron Kwittken, fundador e diretor-executivo da agência de relações públicas Kwittken & Company, escreveu no site Entrepreneur sobre a relação entre um bom condicionamento e prática de exercícios físicos e uma boa mente empreendedora. O empresário é praticante de triatlo, a competição que junta corrida a pé, de bicicleta e natação, e fala metaforicamente entre os objetivos de ambas as práticas: negócios e esporte.
- Planejamento estratégico:

Como “ganhar terreno” e entender cada parte da corrida?- Medindo a competitividade: quem são meus rivais e como posso derrotá-los?

- Medição de performance:

Estou melhorando?- Administração nas transições: quão fácil e eficientemente se movimentar entre as fases da corrida?

- Investimentos financeiros:

Quanto preciso gastar em equipamento e suplementos nutritivos?

- Plano de contingência para tempos de crise:

qual o plano B no caso de furar um pneu ou perder os óculos de mergulho?
Para começar o jogo, o empresário dá dicas valiosas que são aplicáveis tanto no esporte quanto nos negócios.
- Para inspiração,

Fazer assinatura de revistas específicas. Quando começando o seu negócio, é uma boa tática para se inteirar no setor que se pretende entrar. Ler revistas e jornais de negócios e empreendedorismo não só para inspirar, mas para conhecer o seu esporte de cabo a rabo.

- Começar com calma.

Utilizar as primeiras corridas como oportunidades para entender o próprio lugar dentro do mercado. Desta forma, o negócio cresce gradualmente e ajuda a não morder um pedaço maior do que se pode mastigar, o que garante um crescimento mais estável.

- Estabelecer metas.

Para muitos triatletas, a meta é terminar a competição. No mundo dos negócios, muitas metas são estritamente o sucesso financeiro. Para Aaron, isso não é problema, contudo, é pertinente estabelecer metas de melhoria de performance. Este tipo de objetivo ajuda a melhorar a eficiência da empresa.

- Nunca se tornar o tipo

“Não terminei a prova”. Muitos param a prova de triatlo quando caem de uma bicicleta, por exemplo. Essa não deve ser nunca uma opção no seu negócio. Obstáculos e até tombos serão inevitáveis, todavia, a chave é não desanimar. Seus empregados dependem de você para terminar a corrida a cada dia.

Por Marcus Vinicius Pilleggi

EDIÇÃO 57 DA REVISTA DESAFIO'S


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A REVISTA DESAFIO'S QUE ESTARÁ NAS BANCAS NESTA QUINTA 04 DE FEVEREIRO, TRAZ ARTIGOS, NOTICIAS E INFORMAÇÕES GOSPEL E COTIDIANAS, COM PROPAGADAS PUBLICITÁRIAS QUE LHE SERÃO ÚTEIS!

Dia do Agente Fiscal


A contribuição tributária faz parte não só do Estatuto do Cidadão, como também das relações existentes entre as pessoas físicas, jurídicas e o Estado. O acesso da população à saúde, educação e segurança, assim como toda a infra-estrutura implementada pelo Estado, necessita de recursos financeiros para ser disponibilizado. Pagar tributo é um dever fundamental do cidadão, visto ser o investimento do povo para a manutenção e o crescimento do país. O tributo é, portanto, o preço da cidadania.Dentro desse contexto, integra-se o agente fiscal, que desempenha importante papel social. Ele é um dos mais importantes instrumentos do Estado para a obtenção dos recursos financeiros, na forma dos impostos, que dão suporte às ações governamentais. Com a atuação do agente fiscal, o Poder público consegue administrar todos os serviços que fazem parte da vida em sociedade.Sua função primária é fiscalizar o pagamento dos tributos, coibindo a sonegação. Um trabalho eficiente por parte do agente fiscal é capaz de detectar as práticas de evasão de divisas, possibilitando punir os infratores. É preciso que cada cidadão tenha consciência de que o pagamento de impostos deve ser efetuado por todos, para o usufruto dos benefícios administrados pelo Estado.
O trabalho do agente fiscal sempre foi tratado com extremo preconceito. Nas sociedades antigas, era normal que a figura do fiscal fosse encarada com animosidade. O agente fiscal era também o agente coletor de impostos, e sua presença era sempre incômoda. Afinal, os impostos, durante muito tempo, constituíam a forma de jugo que muitos soberanos encontravam para lidar com seus servos. A coleta de impostos era um meio de sustento da nobreza e não de avanço da comunidade.A Bíblia relata o preconceito com que o povo Judeu tratava Mateus, o publicano, que era o fiscal e o coletor de impostos daquela época. Os publicanos tinham a obrigação de recolher os tributos para o imperador de Roma por isso os judeus os consideravam verdadeiros traidores.Esse perfil foi mudando com o passar dos séculos. Hoje, numa sociedade moderna, o agente fiscal deve ser encarado como um instrumento da democracia, pois ele zela para que os tributos sejam recolhidos, proporcionalmente, das elites e das camadas populares para reverterem em benefício da própria sociedade.

História de amor no Haiti



O que Jeanette disse a Roger, soterrada pelos escombros do terremoto

ELIANE BRUM Repórter especial de ÉPOCA, integra a equipe da revista desde 2000.
Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de Jornalismo. É autora de A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo)
Seis dias depois do terremoto, Roger continuava diante das ruínas do prédio onde estava sua mulher, Jeanette, em Porto Príncipe. Não é possível alcançar, só podemos tentar vestir a pele do homem diante do monte de pedras. Debaixo delas, está a mulher que ama. Para todos, morta. Para ele, viva. Roger grita o nome de Jeanette. Diante de tantas dezenas de milhares de mortes, seu drama era apenas mais um. Mas não existe mais um. Existe o mundo inteiro em cada um.
A vida só faz sentido se o homem com os olhos vermelhos fixos nas pedras for ele e todos nós.
De repente, alguém ouve um barulho. Uma voz entre os escombros. “Ela está viva!”, grita Roger. Agora, há um pequeno buraco. O repórter da TV americana enfia por ele um microfone para falar com Jeanette. Ela não come há seis dias, não bebe água há seis dias, não se move há seis dias. Enterrada viva, há seis dias Jeanette respira com dificuldade na escuridão. Tem os dedos da mão quebrados, sente dor. Jeanette tem algo a dizer. O que ela diz? Ela manda um recado para Roger: “Eu te amo muito. Nunca se esqueça disso!”.
Roger pega o que parece ser um pedaço de ferro da estrutura do prédio e começa a cavar.
Fiquei tentando abarcar o que é cavar pedras com um pedaço de ferro, com as mãos, para retirar dali um amor. Acho que não cheguei nem perto.
O que faz meu coração falhar uma batida, para além da tragédia, é o que Jeanette escolhe dizer a um minuto da morte. O que importa a ela registrar depois de seis dias soterrada, 144 horas, 8.640 minutos, cada um deles eterno. Tudo o que importa para Jeanette, que não sabe se vai sobreviver, é afirmar seu amor ao homem que ama. Diante da morte, esta era a frase de uma vida.
Este pequeno drama, um entre dezenas de milhares, explica por que, contra todas as catástrofes, a escravidão e os sucessivos abusos cometidos pelas potências de cada época, a exploração e a violência, as bolachas de lama, as tantas misérias, a falta de tudo, o Haiti vai sobreviver. Mesmo sem quase nada, Jeanette e seu povo ainda tem o que perder.
ELIANE BRUM

ASCAP em ação


A Associação dos Confeccionistas de Santa Cruz do Capibaribe começou 2010 com varias ações para beneficiar os produtores de moda do pólo de confecções do agreste pernambucano, mas sem esquecer também a solidariedade com os mais necessitados.
Entre os dias 20 e 22 de janeiro a entidade realizou o curso de Gestão de Pessoas, já entre 27 e 29 foi à vez dos associados da ASCAP ganharem conhecimentos no curso de Gestão Financeira. Nos dois casos foi feita uma parceria com o SEBRAE.
Em outra parceria importante a ASCAP fechou convenio com as faculdades CESAC e FADIRE, oferecendo aos universitários que fazem parte do quadro de associados da entidade descontos nas mensalidades e participação em cursos e eventos de moda.
Outra ação da entidade, desta vez voltada para a questão social, foi o arrecadamento de alimentos e roupas para os desabrigados do terremoto no Haiti.
De acordo com a diretoria da ASCAP foram arrecadados 200 quilos de alimentos e 2500 peças de roupas, que foram entregues à Polícia Militar de Pernambuco e encaminhados ao Recife, para em seguida ser levados ao país destroçado pelo terremoto.

Umadesc promoverá o maior evento protestante do ano




A União da Mocidade da Assembléia de Deus em Santa Cruz (Umadesc) realizará entre os dias 13 e 16 de fevereiro o 4º retiro de carnaval, que acontecerá no Cabana Clube e contará com a participação de pastores de quatro estados brasileiros, além de cantores gospel.
Entre os convidados estão os pastores Marcos Romano (Curitiba), Cleovanio (Bahia) e Eliseu Vicente (São Paulo), bem como os cantores Jair Santos (Recife), Rayane Vanessa (Palmares), Adélia Soares (Recife) e Kelley Cristina (Curitiba).
O evento terá a coordenação geral dos pastores Amaro Berto e Ailton José Alves.

Quem quiser participar do evento, ou obter maiores informações deve entrar em contato pelo telefone (81) 3731 1018.

Rota do Mar elege nova comissão do CIPA da empresa



A Rota do Mar prima pela qualidade no trabalho para os seus colaboradores e acaba de criar a sua CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes).
A CIPA foi criada em 1944 e é um instrumento que os trabalhadores dispõem para tratar da prevenção de acidentes do trabalho, das condições do ambiente do trabalho e de todos os aspectos que afetam sua saúde e segurança no local de trabalho.
A estrutura da CIPA é composta pelos cargos de presidente (escolhido pelo empregador), vice-presidente (eleito pelos colaboradores), secretário e suplente (escolhidos em comum acordo pelo empregador e colaboradores) com mandatos que duram um ano. Os representantes da Comissão da Rota 2009/2010 são: Presidente José Ronaldo de Lima, suplente Helbs Alexandre da Silva Vieira; vice-presidente Ezequias Belo de Souza Junior, suplente Uelinton dos Santos Silva; Secretária Flávia Flaviana da Silva, suplente Yasmina Minise Silva de Souza.
Esse órgão é de suma importância para a saúde do colaborador uma vez que propicia uma melhor investigação acerca da análise de acidentes já ocorridos na empresa, bem como a sugestão de medidas de prevenção de acidentes, julgadas necessárias, por iniciativa própria ou sugestão de outros empregados as quais são encaminhadas ao presidente e ao departamento de segurança da empresa.
Assessoria de Imprensa da Rota do Mar

A história do Haiti é a história do racismo na civilização ocidental





A democracia haitiana nasceu há um instante.




No seu breve tempo de vida, esta criatura faminta e doentia não recebeu senão bofetadas. Era uma recém-nascida, nos dias de festa de 1991, quando foi assassinada pela quartelada do general Raoul Cedras. Três anos mais tarde, ressuscitou. Depois de haver posto e retirado tantos ditadores militares, os Estados Unidos retiraram e puseram o presidente Jean-Bertrand Aristide, que havia sido o primeiro governante eleito por voto popular em toda a história do Haiti e que tivera a louca ideia de querer um país menos injusto.

O voto e o veto

Para apagar as pegadas da participação estadunidense na ditadura sangrenta do general Cedras, os fuzileiros navais levaram 160 mil páginas dos arquivos secretos. Aristide regressou acorrentado. Deram-lhe permissão para recuperar o governo, mas proibiram-lhe o poder. O seu sucessor, René Préval, obteve quase 90 por cento dos votos, mas mais poder do que Préval tem qualquer chefete de quarta categoria do Fundo Monetário ou do Banco Mundial, ainda que o povo haitiano não o tenha eleito nem sequer com um voto.
Mais do que o voto, pode o veto. Veto às reformas: cada vez que Préval, ou algum dos seus ministros, pede créditos internacionais para dar pão aos famintos, letras aos analfabetos ou terra aos camponeses, não recebe resposta, ou respondem ordenando-lhe:
– Recite a lição. E como o governo haitiano não acaba de aprender que é preciso desmantelar os poucos serviços públicos que restam, últimos pobres amparos para um dos povos mais desamparados do mundo, os professores dão o exame por perdido.

O álibi demográfico
Em fins do ano passado, quatro deputados alemães visitaram o Haiti. Mal chegaram, a miséria do povo feriu-lhes os olhos. Então o embaixador da Alemanha explicou-lhe, em Porto Príncipe, qual é o problema: – Este é um país superpovoado, disse ele. A mulher haitiana sempre quer e o homem haitiano sempre pode.
E riu. Os deputados calaram-se. Nessa noite, um deles, Winfried Wolf, consultou os números. E comprovou que o Haiti é, com El Salvador, o país mais superpovoado das Américas, mas está tão superpovoado quanto a Alemanha: tem quase a mesma quantidade de habitantes por quilômetro quadrado.
Durante os seus dias no Haiti, o deputado Wolf não só foi golpeado pela miséria como também foi deslumbrado pela capacidade de beleza dos pintores populares. E chegou à conclusão de que o Haiti está superpovoado... de artistas.
Na realidade, o álibi demográfico é mais ou menos recente. Até há alguns anos, as potências ocidentais falavam mais claro.

A tradição racista
Os Estados Unidos invadiram o Haiti em 1915 e governaram o país até 1934. Retiraram-se quando conseguiram os seus dois objetivos: cobrar as dívidas do Citybank e abolir o artigo constitucional que proibia vender as plantations aos estrangeiros. Então Robert Lansing, secretário de Estado, justificou a longa e feroz ocupação militar explicando que a raça negra é incapaz de governar-se a si própria, que tem "uma tendência inerente à vida selvagem e uma incapacidade física de civilização". Um dos responsáveis pela invasão, William Philips, havia incubado tempos antes a ideia sagaz: "Este é um povo inferior, incapaz de conservar a civilização que haviam deixado os franceses".
O Haiti fora a pérola da coroa, a colônia mais rica da França: uma grande plantação de açúcar, com mão-de-obra escrava. No Espírito das leis, Montesquieu havia explicado sem papas na língua: "O açúcar seria demasiado caro se os escravos não trabalhassem na sua produção. Os referidos escravos são negros desde os pés até à cabeça e têm o nariz tão achatado que é quase impossível deles ter pena. Torna-se impensável que Deus, que é um ser muito sábio, tenha posto uma alma, e sobretudo uma alma boa, num corpo inteiramente negro".
Em contrapartida, Deus havia posto um açoite na mão do capataz. Os escravos não se distinguiam pela sua vontade de trabalhar. Os negros eram escravos por natureza e vagos também por natureza, e a natureza, cúmplice da ordem social, era obra de Deus: o escravo devia servir o amo e o amo devia castigar o escravo, que não mostrava o menor entusiasmo na hora de cumprir com o desígnio divino. Karl von Linneo, contemporâneo de Montesquieu, havia retratado o negro com precisão científica: "Vagabundo, preguiçoso, negligente, indolente e de costumes dissolutos". Mais generosamente, outro contemporâneo, David Hume, havia comprovado que o negro "pode desenvolver certas habilidades humanas, tal como o papagaio que fala algumas palavras".

A humilhação imperdoável
Em 1803 os negros do Haiti deram uma tremenda sova nas tropas de Napoleão Bonaparte e a Europa jamais perdoou esta humilhação infligida à raça branca. O Haiti foi o primeiro país livre das Américas. Os Estados Unidos haviam conquistado antes a sua independência, mas tinha meio milhão de escravos a trabalhar nas plantações de algodão e de tabaco. Jefferson, que era dono de escravos, dizia que todos os homens são iguais, mas também dizia que os negros foram, são e serão inferiores.
A bandeira dos homens livres levantou-se sobre as ruínas. A terra haitiana fora devastada pela monocultura do açúcar e arrasada pelas calamidades da guerra contra a França, e um terço da população havia caído no combate. Então começou o bloqueio. A nação recém nascida foi condenada à solidão. Ninguém lhe comprava, ninguém lhe vendia, ninguém a reconhecia.

O delito da dignidade
Nem sequer Simón Bolívar, que tão valente soube ser, teve a coragem de firmar o reconhecimento diplomático do país negro. Bolívar havia podido reiniciar a sua luta pela independência americana, quando a Espanha já o havia derrotado, graças ao apoio do Haiti. O governo haitiano havia-lhe entregue sete naves e muitas armas e soldados, com a única condição de que Bolívar libertasse os escravos, uma ideia que não havia ocorrido ao Libertador. Bolívar cumpriu com este compromisso, mas depois da sua vitória, quando já governava a Grande Colômbia, deu as costas ao país que o havia salvo. E quando convocou as nações americanas à reunião do Panamá, não convidou o Haiti mas convidou a Inglaterra.
Os Estados Unidos reconheceram o Haiti apenas sessenta anos depois do fim da guerra de independência, enquanto Etienne Serres, um gênio francês da anatomia, descobria em Paris que os negros são primitivos porque têm pouca distância entre o umbigo e o pênis. Por essa altura, o Haiti já estava em mãos de ditaduras militares carniceiras, que destinavam os famélicos recursos do país ao pagamento da dívida francesa. A Europa havia imposto ao Haiti a obrigação de pagar à França uma indenização gigantesca, a modo de perdão por haver cometido o delito da dignidade.

A história do assédio contra o Haiti, que nos nossos dias tem dimensões de tragédia, é também uma história do racismo na civilização ocidental.


Por Eduardo Galeano, em Resumen Latinoamericano, via Resistir.info.
Eduardo Galeano é escritor

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

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DIA DO PUBLICITÁRIO


O profissional da área da comunicação responsável pelo planejamento, criação e execução de campanhas publicitárias, e de propaganda chama-se publicitário. O objetivo de uma campanha publicitária é obter lucro para o anunciante, para aumentar as vendas do produto anunciado. É preciso, pois, criar uma imagem do produto e divulgá-la, de modo a despertar o interesse do consumidor, ou seja, fazê-lo desejar o produto. O publicitário conhece as técnicas necessárias para que esse processo tenha êxito e supere a concorrência de outros produtos.
Até 1965, a profissão de publicitário era exercida pelos jornalistas, os quais, por terem conhecimento e prática na divulgação de mensagens dirigidas às massas, eram os mais requisitados pelos anunciantes para trabalharem a imagem de seus produtos. Em 18/06/1965, foi promulgada a lei nº 4680, que regulamentou a profissão, em razão de terem surgido cursos superiores na área da Comunicação Social, com especialização em publicidade e duração de quatro anos. Dessa forma, hoje, o publicitário possui ampla formação na área de ciências humanas - psicologia, sociologia e antropologia - e em matérias específicas como redação publicitária, linguagem publicitária e criação que complementam os conhecimentos necessários para lidar com o público - alvo de seus futuros clientes.
Para fiscalizar o exercício da profissão, foi criado em 1980, o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (CONAR), Organização Não-Governamental (ONG) que zela pela ética no meio publicitário, impedindo "que a publicidade enganosa ou abusiva cause constrangimento ao consumidor ou a empresas". Qualquer consumidor que se sinta lesado por alguma publicidade pode contatar o CONAR, que, mediante um Conselho formado pelos conselheiros da organização, irá analisar a denúncia e ordenar, caso seja pertinente, a retirada do anúncio ou a modificação de seu conteúdo, "com total e plena garantia de direito de defesa aos responsáveis pelo anúncio".
O campo de atuação do publicitário são as agências de publicidade e propaganda ou as empresas. Nas agências, ele pode se especializar em diversas áreas: na área do atendimento, faz contato com o cliente e leva as instruções deste para a agência executar o trabalho. Na área da criação, desenvolve o anúncio propriamente dito. Pode também optar pela redação publicitária ou pela direção de arte, ou por outras áreas, como a do planejamento, em que avalia pesquisas de mercado e determina a melhor forma de comunicação para o cliente. Na área de mídia, ele determina em quais meios (TV, rádio, cinema, impressos ou internet) e em que periodicidade o anúncio deve ser veiculado.

Sofrimento Por Antecipação... Essa Não!

Uma criança não se preocupa o tempo todo se sua casa estará lá quando retornar da escola ou se seus pais prepararão uma refeição para ela no jantar. As crianças não se preocupam com tais coisas porque confiam em seus pais. Da mesma maneira, nós, como cristãos, devemos confiar plenamente em nosso Pai divino para nos fornecer tudo o que é melhor para nossas vidas.
Por que temos nos preocupado tanto com as nossas coisas? Porque tanta ansiedade e tanta aflição? Onde está a nossa fé?Em que está firmada a nossa confiança?
Muitos temem ficar sozinhos mesmo quando estão rodeados de amigos. Muitos temem ficar desempregados mesmo quando estão trabalhando em um bom emprego. Muitos se sentem atemorizados pelo fato de poder ficar doentes mesmo quando estão gozando perfeita saúde.
Mas a Palavra de nosso Deus nos orienta a"descansar no Senhor" e a "entregar o nosso caminho ao Senhor". Será que isso não é suficiente para que aproveitemos a nossa vida para desfrutar da felicidade que Deus tem para nos dar?
Quando sofremos por antecipação, acabamos atraindo as crise se problemas.
Quando nos deixamos guiar pela potente e amorosa mão de Deus, as lutas e dificuldades aparecem e nem mesmo percebemos. Os nossos olhos espirituais estão firmados no Senhor e só conseguimos ver alegria, vitórias e bênçãos.
Temos sido cristãos autênticos?
Temos confiado completamente no Senhor?
Temos colocado nossas vidas diante do altar de Deus para que Ele nos dirija os passos e nos faça caminhar no centro de Sua vontade? E se assim o fazemos, por que tanta preocupação?
Deixemos de lado toda inquietude e sigamos em frente, na força do Senhor.
"Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará" (Salmos 37:5).

PRESIDENTE KENEDY TOMA POSSE EM SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE

Após ganhar as eleições para o cargo de Presidente da Associação dos Mototaxistas Profissionais de Santa Cruz do Capibaribe com 104 votos, Kenedy Ferreira de Souza tomou posse da Presidência dia 31 de Janeiro e, a partir de 1º de Fevereiro inicia seu mandato de 3 anos, junto à Diretoria eleita na chapa de nº 4.
Durante a cerimônia da posse foi lido um relatório sobre o levantamento e prestação de contas da gestão anterior que teve como presidente, Keiler Arcoverde.
Dentre os patrimônios adquiridos, está um terreno, onde será construída a sede própria da Associação.
A Associação vem lutando para que seja criado na cidade um sindicato para a classe dos mototaxistas, que chegam a 600 e geram cerca de R$ 260 mil reais em consumo de combustíveis no município, mensalmente.
Finalizando a cerimônia, Keiler passou as chaves da entidade para o Presidente Kenedy, que dará continuidade da presidência da Associação dos Mototaxistas localizada na Avenida Bela Vista, 879, Bairro Cruz Alta, prometendo executar suas propostas expostas durante sua candidatura.

EX-FRADE REALIZA SEMINÁRIO SOBRE O APOCALIPSE

A Igreja Congregacional de Santa Cruz do Capibaribe, liderada pelo Pastor Adonias, recebeu o Pastor Diógenes Reitor de Seminário, professor e Ex-frade, que realizou uma semana de estudos sobre o Apocalipse com temas curiosos, surpreendentes e interessantes para mais de 50 participantes de várias denominações, com presença de alguns, líderes e pastores. O seminário aconteceu de 25 a 30 de Janeiro com direito a certificado e muito aprendizado sobre o Apocalipse que é um tema bastante polêmico e rico em questões que diferencia dos outros livros da Bíblia por falar sobre os últimos acontecimentos que já se prévia desde a criação do mundo.